Cortar o marketing é fácil. Difícil é voltar depois.

“Corta o marketing.” Ouvimos essa frase em todo ano de aperto, e 2027 promete ser um deles. Rever investimentos faz parte da gestão. O risco está em cortar sem critério, e nesse corte quase sempre vai junto o que não é marketing: o domínio, o site, os acessos, o Perfil da Empresa no Google. Isso é a base, e é ela que mantém a empresa de pé em qualquer cenário.

Quando a empresa decide voltar

Aqui na TOSS, a cena se repete há anos. A empresa corta, o tempo passa e ninguém mais olha para o digital. Até que alguém do segmento comenta, seja um amigo, um concorrente ou um mentor: “vocês precisam olhar isso”. O empresário nos procura e pergunta: por onde eu começo?

Muitas vezes, ninguém sabe em nome de quem está o domínio, onde o site está hospedado ou quem tem a senha do Perfil da Empresa no Google. O que era pausa vira recomeço. Isso é caos digital: não a falta de investimento, mas a falta de estrutura.

Cortar tudo igual não é estratégia

Um estudo publicado na Harvard Business Review analisou 4.700 empresas de capital aberto em três períodos: os três anos antes da recessão, os três anos depois e os anos da crise. Entre as que cortaram custos mais rápido que a concorrência, apenas 21% se saíram melhor que os concorrentes quando o cenário melhorou. As que atravessaram melhor reduziram custos de forma seletiva, focando mais em eficiência operacional que os rivais.

E o seu cliente não para de pesquisar quando você para de investir. Segundo o Gartner, compradores B2B passam só 17% do tempo da jornada de compra em reuniões com fornecedores, e 27% pesquisando sozinhos online. Ele vai encontrar o que ficou no ar, atualizado ou não.

Isso vale também para a mídia paga. Para empresas que conhecem o próprio processo de vendas, anúncio não é enfeite: é parte de como os leads chegam. Cortar sem olhar o que cada campanha traz pode secar a entrada de oportunidades justamente quando ela mais faz falta. Antes de decidir, vale ouvir quem trabalha com isso todos os dias. Aqui na TOSS, contamos há anos com o Robson Honório, especialista em Google Ads e Meta Ads, tanto em projetos de clientes quanto na mídia paga do próprio estúdio.

O que preservar antes de cortar o marketing

Seja qual for a decisão sobre as campanhas, não pause a base.

  • Acessos documentados e em nome da empresa: domínio, hospedagem, e-mail, Google e redes.
  • Domínio e certificado de segurança com renovação garantida.
  • Site e Perfil da Empresa no Google com informações atuais.
  • Um responsável definido por acompanhar tudo isso.

Cortar com a base organizada é pausa. Cortar sem organizar é deixar um recomeço para depois.

Voltar para a base

Quando a empresa volta, nossa primeira recomendação nunca é um site novo. No Método BASE, começamos pelo Briefing Estratégico e pela Arquitetura: entender o negócio, levantar o que existe e só então decidir o que refazer, aproveitar ou descartar.

Se você não sabe exatamente o que tem hoje, o primeiro passo é um diagnóstico, antes de qualquer corte. Organizamos a base digital de empresas. Às vezes, é isso que permite pausar com tranquilidade.

Fontes

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